17/09/2026

Por que as bactérias das axilas causam mau odor?

O cheiro das axilas costuma ser associado diretamente ao suor, mas existe uma etapa importante entre transpirar e sentir o mau odor: a ação das bactérias que vivem naturalmente sobre a nossa pele.

As axilas formam um ambiente quente, úmido e rico em secreções, condições que favorecem a atividade de diferentes microrganismos. São eles que transformam componentes praticamente sem cheiro em substâncias voláteis responsáveis pelo odor que percebemos.

Existem bactérias naturalmente nas nossas axilas

Nossa pele abriga uma comunidade de microrganismos conhecida como microbiota da pele. Isso inclui diferentes espécies de bactérias que fazem parte naturalmente do organismo e não significam falta de higiene.

A composição dessa microbiota varia entre as regiões do corpo. As axilas possuem características particulares por serem áreas mais quentes, úmidas e com grande presença de glândulas sudoríparas. Por isso, determinadas bactérias encontram ali condições favoráveis para se desenvolver.

Então, como o mau cheiro é formado?

Nas axilas existem diferentes tipos de glândulas. Entre elas estão as glândulas apócrinas, que liberam secreções contendo lipídios, proteínas e outras moléculas.

Inicialmente, essas secreções possuem pouco ou nenhum odor perceptível. O cheiro aparece quando determinadas bactérias utilizam seus componentes e os transformam em moléculas menores e voláteis.

Algumas dessas substâncias apresentam odores bastante característicos. É essa atividade bacteriana que explica por que podemos estar suando e ainda não apresentar mau cheiro, e por que, depois de algum tempo, o odor começa a aparecer.

Nem todas as bactérias produzem o mesmo resultado

A microbiota das axilas não é igual em todas as pessoas. Diferentes grupos de bactérias podem estar presentes em proporções diferentes, e algumas espécies possuem maior capacidade de transformar componentes das secreções em substâncias odoríferas.

Isso ajuda a explicar por que duas pessoas podem transpirar quantidades semelhantes e apresentar odores completamente diferentes. Não é apenas quanto você sua que importa, mas também o que acontece com essas secreções depois que chegam à pele.

Eliminar todas as bactérias não é o objetivo

Ao entender que bactérias participam da formação do odor, pode parecer lógico tentar eliminá-las completamente. Mas a microbiota faz parte da pele e não deve ser vista simplesmente como algo ruim.

Limpezas excessivas e produtos muito agressivos podem sensibilizar uma região que já está constantemente exposta ao atrito, à depilação e ao uso diário de cosméticos.

O cuidado com as axilas pode seguir uma lógica mais equilibrada: manter uma boa higiene e utilizar produtos que auxiliem no controle das condições relacionadas ao mau odor, sem transformar as bactérias naturalmente presentes na pele em inimigas.

É sobre o odor, não sobre impedir o corpo de funcionar

Essa diferença entre suor, bactérias e odor também ajuda a entender a proposta do Desodorante Natural Aludra. Sua fórmula combina hidróxido de magnésio com óleos essenciais de melaleuca, lavanda e patchouli, atuando no cuidado diário das axilas e auxiliando no controle do mau odor.

Em vez de partir da ideia de que é necessário impedir o suor, o cuidado pode olhar para o que acontece na superfície da pele depois que transpiramos. Afinal, suar é um processo do corpo; o mau odor é resultado das transformações que acontecem depois.